7.10.09

To catch the last train



Foi uma apunhalada.
Minha cabeça girou, minha respiração parou, meu coração congelou.
Nunca doeu tanto, jamais.

Uma frase acabou com uma história.
Simples palavras jamais tiveram tanto poder.
Foram feridas que se abriram, cicatrizes que são relembradas na pele.

Marcas que não se apagaram com o tempo.
Lembranças que não foram esquecidas.
Ou foram esquecidas de serem esquecidas.

Minha consciência desapareceu,
Minha visão não passava de um borrão turvo,
Sentimentos, em mim, não mais existiam.

Cabeça vazia, não soube o que raciocinar,
Nenhuma palavra eu disse,
Apenas desabei silenciosamente.

Fui embora do lugar, sem saber pra onde ir.
Sem saber a quem recorrer,
Não sabendo o que aconteceria no amanhã.

Minha cabeça girava,
Minha respiração diversas vezes vacilara,
Minha consciência não havia acordado.

Voltei ao passado,
Não acordei no presente,
Esqueci do futuro.

Sua visão em minha cabeça permanecia,
Sua calma respiração em mim predominava,
Sua voz ainda era a minha canção de ninar predileta.