Minha maior vontade foi de sumir. Foi de procurar a primeira pessoa em minha frente fora ele, e ir embora dali. De me afogar em mágoas, mas seria disperdício. Tempo, não havia. Dúvida, a que predominava.
Não era ele, não.. não poderia ser. Não era. Não tinha como ser, fazia quase um ano que não o via, que não o ouvia.
Minha vontade foi de perguntar, saber quem era. Mas, com alguns momentos de atraso, finalmente encontrei lembranças o suficiente para dizer, para mim mesma, que sim, era ele. Ele estava ali, ao meu lado. E eu não me importei.
Não sei o que passou pela minha cabeça, se foi vontade de conversar, de manter contato, se foi de ignorar, se foi de.. bom, de voltar no tempo.
Minha cabeça estava confusa, meu corpo não respondia e minha alma estava tomada por outras emoções. Meu coração não existia. Naquele momento, não sei se quebrou, se congelou, se virou pedra, se parou de bater ou se simplesmente deixou de existir.
Minha maior vontade foi fugir, fazer, de novo, das memórias, o meu lugar seguro. Mas enfrentar o presente, como uma pessoal normal faria, era o melhor.
Por fim, encarar o presente foi a melhor decisão. E a maior diversão.
Lá estava você, sorridente, meu sorriso preferido. Lá estava eu, no final da noite, com outros.
E lá estava eu, no final da noite, com outro.
