18.11.09

Impossible to take

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“Tinha um gosto doce que fez brotar lágrimas em seus olhos. Estremeceu por inteira. “Ele é bonito, ele é bonito..”, repetiu com a boca exangue, com calafrios. Suas mãos também estavam frias, pálidas e trêmulas. Ergueu-se, correu alguns passos no quarto entre os móveis. Nos olhos brilhavam lágrimas, tropeçou, desejaria agarrar-se a alguma coisa. Foi tomada por um desejo de aniquilação.

A beleza é tudo. Não existe nada maior. A vida não pode dar mais.

O mundo pacato em que vivia se desfez, o conteúdo escorreu, ela se deixou estar ali imóvel, trêmula.”

 

Trecho adaptado de Rebeldes, de Sándor Márai.