22.12.09

in your soul

there is no time

O amor é, literalmente, uma sentimento forte, dolorido, desenfreado, verdadeiro e, ao mesmo tempo, oposto. Amar traz felicidade, porém machuca.

Amor de família é diferente daquele que arde dentro do peito quando vemos ou encontramos a pessoa responsável pelo nosso sentimento mais profundo já conhecido. Amor de amigo ainda é diferente daquele que nos aperta o coração quando sabemos que vamos ter que enfrentar o adeus em algum ponto de uma relação.

O sentimento de amor por si só, é um genérico que possui em seu conteúdo as mais diversas funções a escolha de seu ‘consumidor’.

Amar é proteger, é querer, é fazer bem, é desejar, é admirar, é sonhar, é imaginar, é criar, construir, abraçar, optar, decidir e escolher, mesmo que essas escolhas e decisões nos firam profundamente, sabemos que estamos querendo o melhor para a outra pessoa, a quem desejamos o melhor.

Mesmo o amor possuindo tantos obstáculos, tantos ângulos e tantos opostos; Mesmo o amor continuar sendo algo desconhecido, indescritível, genérico e abstrato, ele continuará não pertencendo a ninguém, mas consumindo a todos. O amor continuará sempre apenas existindo, porém invadindo sempre a todos os corações que batem fortemente dentro de um peito apaixonado.

Amar foi e continuará sendo sem definição, levando-nos a imaginar algo exato para relatarmos que, por mais que exista tudo e todos contra nós, os pobres apaixonados, amar é amar.

 

(texto escrito em 16 de outubro de 2008)