Antes, o desconhecido me assustava. Não tinha coragem de desafiá-lo, de enfrentá-lo, de vivê-lo, de deixá-lo existir. O desconhecido era apavorante, para mim.
Quem dera, eu poder olhar adiante, para o horizonte, e poder pensar no desconhecido sem temer de algo que não espero. E sentir o arrepio na nuca começando a marcar presença.
Vontade de poder pensar no nada, e não desviar o pensamento para outras coisas. Evitar problemas e poder focar no desconhecido.. eu não tinha capacidade disso.
Agora, o desconhecido é familiar. A incerteza é minha única certeza. O desconhecido se tornou a minha companhia e o meu passatempo preferido. O desconhecido se tornou parte da minha rotina, e agora evito o pensamento de ter que abrir mão dele.
Evito pensar que posso voltar ao conhecido, ao confortável e ao familiar. Não pretendo voltar.
“Há viagens sem regresso.”
Agora, o desconhecido é meu principal confidente.