Existem histórias que merecem ser esquecidas do que contadas.
Histórias que começam de maneira estranha, às vezes de um jeito inimaginável, estranhamente comuns. Se desenvolvem sem rumo concreto, de uma forma inesperada, inconstante.
É nesse desenvolvimento que se define o envolvimento ou não-envolvimento de seus protagonistas. É nesse desenvolvimento que o leitor se interessa ou deixa a história do lado. Ou em seu esquecimento. E é justamente nesse desenvolvimento que nascem ou morrem sentimentos. Que nascem ou morrem novas histórias, novas tramas, novos ciclos.
O fim pode ser trágico, pode ser um final feliz, pode ser um final marcante, um final inesperado, um final diferente, confuso, um final tímido.. ou até um final inacabado.
É após esse fim que o leitor pergunta o destino das personagens, se o pra sempre fictício realmente existe, se a bruxa morre no futuro, se a princesa perde o seu encanto e se transforma em uma mulher normal, se o mocinho bonito virou um viciado em nicotina e morre quatro anos depois.. ou não.
Ou o leitor esquece, a memória falha na parte da curiosidade, a história não foi relevante ou ele desacreditou na história, não parecia realidade.
Ele devolve o livro à prateleira, pensa em sua próxima obrigação e sai desajeitado do quarto vazio, com pontos finais empoeirados em sua memória.