Penso que quando você decide tornar o seu passado, algo público, disponível pra quem quiser ver, ou melhor, ler, você sabe das consequências. Qualquer um poderá te julgar, qualquer um saberá do que aconteceu, acontece ou até acontecerá com você.
Quando olho pra trás, é uma criança que vejo. Doce, ingênua. Sem raiva de alguém no mundo, sem preocupações, curiosa até demais. Uma criança pronta pra amar, pra viver, pra sonhar mais e mais.. pra se decepcionar com a ilusão que era o ‘seu’ mundo real.
Você aprende, quando cresce, a não reler seus textos de alguns anos atrás, a ignorar algumas atitudes que você teve, a (tentar) esquecer algumas histórias, alguns momentos, que você, se pudesse, desejaria deletar da história pra sempre. Aprende a aprender com seus próprios erros, mesmo que você o faça mais algumas vezes..
Tive a idéia desse texto quando percebi que, brevemente, isso tudo já irá completar um ano. Um projeto que começou assim, ingenuamente, docemente, ainda com cheirinho de berço de criança, só pra poder desenvolver o que eu chamo de uma necessidade minha. Palavras escritas, isso é a minha necessidade.
Quem me conhece, sabe que eu não falo tanto. Não tanto quanto eu escrevo, ou tenho vontade de. Cresci, aprendi, escrevi. E continuarei assim, até o dia em que me proibirem de escrever, de sonhar, de crescer, de amar e aprender.
Sei que um dia, ainda vou reler e rir dessas minhas palavras que, agora, parecem maduras. Sei que um dia, esse meu texto se tornará infantil, se tornará ingênuo, se tornará passado.
Enquanto isso não acontece, prefiro errar, reaprender, viver e continuar a escrever. E cometer alguns erros de português.