9.4.10

my fault

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Agora, o que foi apenas uma indagação, se torna verdade. Se torna fato. Os errantes insistiram no erro, afirmaram que o errado era correto, sabendo inconscientemente que estavam errados. E não mudaram de opinião. Não tinham opção.

Somos cegos e  surdos quando sentimos. Só não somos mudos porque deixamos claro para todos o que sentimos. É besteira, sempre é. Mas os errantes, esses insistem no erro. E não mudam de opinião. Não tinham opção.

Nos declaramos cedo demais, confiamos demais, nos prendemos demais. Se torna rotina e um hábito que você passa a não abrir mais mão. Insistimos no erro. Não mudamos de opinião. Não tínhamos opção.

Culpamos o coração burro, sempre. Por que, por que, por quê? É sempre a mesmo história, sempre o mesmo erro, sempre o mesmo ponto final. Sempre um sorriso a menos a caminhar pela rua. Ou dois. E os errantes, assim andam. Insistem. Não têm opção.

Alma errante, solitária, vai ao cinema com a sua própria companhia e sai de lá sem pronunciar uma palavra se quer. Entra e sai do restaurante sem ser notada. Prova novas roupas sem ânimo, não dá mais bom dia e desistiu de sorrir por educação. Errante, insistiu. Sabia que não tinha opção.

Coração burro, é culpa sua.