Alguém fala, mas eu não presto atenção. Explicações de uma matéria que não mais encontrarei nos mais diversos livros que ainda lerei, prefiro escrever os versos da música que me dá bom dia.
Cabeças baixas, respirações profundas, ninguém estava pronto para a segunda feira. O trânsito na rua já é barulhento, a chuva marca sua presença, deixando a cidade mais sonolenta.
Olhares ao acaso se encontram, sorrisos preguiçosos se fazem presentes, escrevo sobre o alheio. As pessoas ao meu lado agora, aqui são descritas, mesmo sem saber, mesmo sem notar. Como se rodeada de anônimos e estrelas de cinema, ao mesmo tempo.
Em uma sala, se juntam sonhos e pesadelos, esperanças, desatenções, lágrimas, preocupações, encantos e desencontros, risos e mau humores, intolerância e melhores amizades.
E, em silêncio, palavras escritas marcam presença.