24.4.10

worst

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Prisioneira do meu inconsciente, me sinto insegura em todos os lugares, com todas as companhias. Minha fragilidade aumenta quando aqui estou, sozinha, de noite, escrevendo o meu medo.

Sonhos e pesadelos somos nós que controlamos, mas pra mim, as vezes se torna involuntário os pensamentos que me atormentam de noite sejam pesadelos. Não importando o significado do sonho, que as vezes se traduz em algo bom e otimista, eu perco o sono, eu imagino pessoas onde não há ninguém, eu imagino aranhas e cobras por todo o chão, me seguindo e perseguindo sem parar, sem me deixar respirar, sem me deixar pensar, viver.

Meu pesadelo se torna real no instante que eu ouço batidas fortes na porta de entrada de casa. Por mais que eu saiba que é uma das minhas cachorras que tem mania de fazer isso, pra mim, é alguém que quer entrar. O medo toma conta de mim, meu pânico volta, as palavras se perdem, a voz inexiste, as lágrimas se formam e o sono desaparece em mais uma noite. E eu, incapaz, fragilizada, me encontro no canto do meu quarto onde, sem esperanças, tento encontrar um alívio nos versos de uma música calma e em minhas palavras sufocadas .