Madrugada sempre foi o meu ponto mais fraco, e ao mesmo tempo, o mais forte.
É de madrugada que crio coragem ao mesmo tempo que a perco. Que consigo me transformar em outras para contar as mais complexas histórias, que tenho vontade de me esconder embaixo de mil cobertores apenas pelo estalar na escada de madeira, ou o barulho lá fora que me pega desprevenida.
É nessas horas que eu me pergunto de tudo que acontece, aconteceu ou vai acontecer. É nessas horas que eu caio, levanto, me recupero, e caio novamente. Que me torno a heroína e a antagonista da história.
Madrugadas sempre me deixam em paz, mas ao mesmo tempo inquieta, aflita. Madrugadas me dão um tempo de inconsciência e paradoxalmente, me dão as melhores idéias, as melhores palavras. Madrugadas me acolhem e me expulsam, me querem e me abandonam, me querem e me jogam fora.
E é nessa madrugada que te deixo algumas meras e simples palavras apaixonadas.