
Receio de tudo virar realidade, me mantive afastada e tornei realidade. Não quero fugir de palavras, gestos, ações e momentos. Não quero deixar de lado, esquecer, afastar, fingir que não importa.
Porque importa. Faz falta. Fará falta.
Reaprendi a ler, reaprendi a ouvir, reaprendi a ver e a escrever. Tenho que reaprender alguns valores, alguns conceitos que fugiram de mim, de uns tempos pra cá. Mas não deixei o papel e a caneta de lado, pelo contrário, jamais consegui colocar em um pedaço de papel tanta coisa do interno. Mas interno, interno permanecerá.
Minha maior contribuição, agora, para as palavras, são as folhas de papel que deixo em branco.