O que foi calado pelo olhos de estrelas cadentes, retornam às conversas com desejos de travesseiro.
Rimas cobertas de neblina e neve se desfazendo em areia, as palavras ditas pelos olhos derretem na pele.
O desenho quase obscuro da sombra das cortinas dançando ao som da brisa da madrugada nos envolve durante nossa insônia. O luar é a única lâmpada acesa e, mesmo assim, o calor dos castanhos e confortáveis olhos permanece reluzente. Carros que vêm e vão na avenida esquecem seus ruídos quando passam pela casa em silêncio.
A vela do jantar ainda queima, esquecida entre talheres e promessas. As conversas sobre nada foram trilha sonora com melodias de jazz.
Entre travesseiros, é uma noite longa pra uma vida curta.