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Escrevo em terceira pessoa, mas sei gostar do meu nome. Tenho humor radiante, mas preto fica bem em minha pele. Sou apegada (demais), mas sei me mostrar distante. Chamo a atenção, mas sei ser invisível. Invento universos paralelos numa frequência constante, mas sei o que me tira o sono. Possuo voz doce, mas sei usar o imperativo. Pergunto e tenho respostas prontas. Dou conselhos e me desvalorizo ao extremo.

Sou limitada ao mesmo tempo que penso ao infinito. Sou saciável mesmo tendo sede sem fim de palavras. Sou monofásica mesmo me transformando em outras todos os dias. Sou labirinto, mas tenho uma saída; sou quebra-cabeça, mas tenho solução.