Os casacos novamente transformam a paisagem, deixando pesada a atmosfera na estação. A normalidade das malas indo e voltando, as lágrimas que são deixadas diariamente no chão da estação. A seriedade dos homens e mulheres de preto, o tempo que é gasto na espera em uma estação. O esforço daqueles que trabalham mesmo dentro de um trem e os passos dos pequeninos que hoje realizam sua primeira grande aventura pelas plataformas da estação. A ânsia por se chegar em casa e a dor nos olhos de quem parte.
As máscaras e o brilho se escondem, dando lugar à tintura negra da caneta recém-comprada no meio da estação. Os rostos felizes saem para entraram, de novo, as expressões preocupadas. Piadas e histórias com final feliz partem e, em seu lugar, anotações e pensamentos inquietos sobre a próxima reunião da empresa. O confete some dos corredores por onde passos atrasados para o retorno à normalidade andam, nos corredores da estação.
Tudo se torna lembrança, enquanto as últimas serpentinas são varridas antes do amanhecer.
E todo carnaval tem seu fim