Eu te observei bem.
Guardei seu rosto num retrato que não ousa se desgastar, guardei sua voz em minha melodia preferida. Seu sorriso, ora infantil, ora maduro demais, permanece como o mais feliz. Os olhos de quem sempre tem algo a contar são os mais profundos que já encontrei. A inquietude das mãos sempre frias, a hiperatividade de uma mente que sabe mais do que imagina. As mãos. O caminhar sempre apressado, a paciência comigo. A inteligência independente e os sonhos em segredo. O jeito sincero de dar opiniões e a expressão sem graça quando sofria correções. A surpresa ao discordarem de ti.
A alegria que deixei pra trás. A rotina que voltou ao seu início. A história que retornou ao seu prólogo.
A vontade de ser, estar, permanecer.