17.4.11

99/365

104

Sangue de minhas veias, ponteiros do relógio onde as horas voam. Paredes trincam, raios colidem e sei que também queres sair daqui.

Sem planos nem passagens, partimos sem depois nem antes; estamos sem bagagens.

Rascunhos de rostos que não conhecemos, ouvimos relâmpagos distantes.

Por que assim tão longe?