12.5.11

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É inevitável não tocar no assunto mais uma vez. É inevitável perceber o quão rápido tudo passou. É inevitável contar os dias que faltam e é inevitável querer ficar.

Tudo fala por si só, tudo se completa por si só. O que passou, permanece. Esquecido jamais será, revivido muito menos. Foi uma vez, e que assim permaneça única, inocente e imutável para sempre.

As histórias que já nos dão arrepios de saudade, os abraços que não serão esquecidos, os sorrisos dados nos momentos certos, quando mais precisamos. As palavras compartilhadas nos momentos certos, quando mais precisamos.

A beleza da juventude deixada distante, momentos nossos que todos invejarão. Meses que pareceram anos, ano que passou como um dia só.

Essa sensação estranha ao abraçar um cúmplice nessa história por uma última vez, sem saber do reencontro. Esse último olhar, palavras distantes porque o fim parece irreal.