31.5.11

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O medo me domina quando amados duvidam. Infidelidade conquistou meu mundo, universo do qual sempre duvidei. Escrevo, largando da rotina, com palavras que revelam meu eu-lírico.

No fim quero largar mais que tudo, porém nunca esquecer. Quem diria que poderia, um dia, repetir que ‘sou errada, sou errante, estou sempre na estrada e sempre distante’. Meu coração é eterna cicatriz de um mundo do qual nunca pertenci, meu sorriso é ferida aberta do que nunca senti.

Ao ver mais um pôr-do-sol,, pálpebras pesam e imagino, arriscando tudo que conquistei, o meu sonhos mais bonito.

Parágrafos curtos tomam conta da página, ao descobrir o medo ao meu lado. Desespero, agonia, trauma. Quero mais é fugir – novamente.

Ignoro regras e, ao cari da noite, saio na rua sem saber pra onde eu vou, esquecendo de quem sou. Retornei ao início; é um eterno ciclo. Procuro rimas em estrelas de seis pontas e espero que o tempo tenha passado quando me encontro em frente ao sombrio e solitário relógio da catedral. Foi um caminho longo até aqui, velocidade constante, coração na mão e mãos trêmulas.

No drama de escrever verbos em primeira pessoa, ainda tenho tempo de sobra até o raiar do dia.