Improviso, saudade e apego.
Precisava contar tudo pra alguém que jamais me julgue. Precisava não, preciso. Preciso. Preciso tirar férias de mim, preciso de gente nova, preciso de um novo eu-lírico, preciso preciso e preciso. Com o ano-novo, talvez tudo se resolva. Ano-novo, vida nova.. não é mesmo? Um pedido não faz mal a ninguém, ter fé é saudável.
E vira real. Como isso tudo aconteceu? Como começou? Por palavras, me entreguei e fui pega de surpresa ao ouvir uma vida toda, todos os dias, por palavras. Palavras, palavras apenas, apenas palavras.
Pessoalmente se tornou pior (ou melhor, quando se gosta de palavras). Coração saltava como quando criança, quem se esquece do primeiro amor? Conversas sem final, até hoje não terminamos um assunto por completo. São textos sem fim para a eternidade, entregues ao futuro sem destino certo, que façam o que acharem melhor, mas que sejam eternos; assim como nós.