É aquela estranha ardência que incomoda mais que o comum. É o corte de papel que sangra e não pára. É o virar e revirar na cama quando não se tem sono algum. É o re-escutar a voz que mais nos confortou um dia, depois de tanto tempo. É o relembrar de um erro cometido no passado. É apagar as palavras certas e depois querê-las de volta. É o pensar antes de se falar o que se verdadeiramente sente. É o não saber pelo que procura e, mesmo assim, entrar em desespero quando não se encontra. É a sensação de estar esquecendo algum detalhe. É a tristeza sem motivo que nos invade no meio da tarde. É o repetir e repetir da música mais sentimental que possuímos em nossa playlist. É repetir, para si mesmo, os versos que narram a dor que sentimos. É o olhar pra frente e ver quem sempre esperamos.