Aqueles olhares que nos roubam a constância uniforme de um coração eternamente jovem, as mãos que se atam. A tarde é longa e os olhos, mesmo pesando, se fazer despertos por saber da vontade particular de lembrar daqui até a eternidade. A preguiça não larga numa mordida em brisas de verão.
A mudança de planos anima o ambiente por inteiro, os passos na areia trazem relatos de infância e saudades para a ponta da língua. O andar com os pés na água faz os olhos se cerrarem por um instante, a paz invadir e a sensação inocente e deliciosa de borboletas na barriga ressurgir.
O toque frio da água em contato com a pele ardente deixa lembranças de contrastes durante a noite inteira. O pôr-do-sol cansa e nos invade com violência e felicidade; deixamo-nos vencer por um sentimento desinibido.
As brincadeiras fazer o cair da noite passar despercebido e, logo em seguida, entre risos, histórias de acontecimentos inéditos e inesperados, o cochicho entrega o coração palpitante embaixo da pele que, sob a luz do luar, parece veludo do mais sensível e delicado que há.
Os olhos se fecham, sem se concentrar em mais nada, a não ser o repassar do dia pela mente; sorriso complementa o rosto que já se encontra em paz de espírito.
Ao seu lado,
em um corpo adormecido,
bate forte um coração sóbrio.