20.7.11

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E de repente vem aquela sede, aquele soluço quase desesperado de papel e caneta.

As palavras saem com agonia e, ao mesmo tempo, exatidão e tontura. Saem cuspidas. Regurgitadas. Algumas acabam me fazendo engasgar e então, paro pra pensar o que vou pronunciar. Penso.

De vez em quando perco o pensamento; faço pausa de tanta intensidade. De tanta sede; agonia.

Os parágrafos saem interminados, as palavras se encerram em sua metade; a frase não terminada não deixa dúvidas.

Eu senti saudade dessa agonia, estou em casa.