26.9.11

come together


Talvez o ciclo seja realmente vicioso. Sabe, o jeito com quem tudo acontece. O jeitinho de te fazerem sorrir no meio da tempestade - e você, claro, sem guarda-chuva -, e durante aquele dia em que tudo, tudo mesmo, parece conspirar contra você.
Nem palavras caladas servem mais, a falta de vontade de mostrá-las a alguém é inexistente. Por isso, acabam permanecendo apenas em linhas pautadas e mais que privadas e escondidas. Nem notas calmas cumprem mais sua função, os seus batimentos continuam acentuados mesmo logo depois do nascer do sol.
E aí o sol aparece discretamente, humildemente. É dono de abraços, risos e histórias confidenciais. A confiança que é depositada em você, o certo orgulho que se recompõe. O coração que se reestabelece firme e forte, mesmo quieto. Lugares calmos deixam de ser rotina e a companhia vira constante.
Risos vai e vem num fluxo constante, abraços amigos quando você mais precisa estão lá, ao seu dispor. Você se reconstrói sozinho e, ao mesmo tempo, com a ajuda de alguém. Como fênix, renascemos todos os dias, depois da etapa final do mesmo ciclo vicioso de todas as histórias.
Você sorri, olha pro lado, encontra quem você queria que estivesse lá, esconde o sorriso com jeito de menina encabulada. É quando você se dá conta; sua inspiração voltou.