E o que me parece é que as palavras têm sido reduzidas ao mesmo assunto. O que parece é que não passa, não muda, não transforma. Parece não, é. Que fique claro que nada alterou, o sentir é permanente.
Tratei de arrumar minhas coisas e sair do conforto, do seguro. Fiz o melhor pra dois. Não me arrependo, mas o sentir, é permanente sim.
É como aquele esperar pela chuva do fim da tarde; ela sempre chega. O querer estar, ficar, voltar... sempre dão as caras. E não é por isso que eu deixei de sentir, de querer voltar. Só sei que o certo acontece agora, e pode continuar acontecendo. E o certo de amanhã jamais está assegurado hoje.
O tempo muda e, com ele, tudo ao nosso redor. As alternativas são as mais aleatórias que existem; e não deixei de acreditar que segundas chances realmente existem. O que tiver que ser, será. Por agora, a realidade deixou de lado o que pareceu ser pra sempre.
Deixo o pra sempre para depois, quero mais é agora. Intensidade, ardência, arrepio sob a pele. Quero falta de ar, quero colírio, quero incômodo, insegurança. Quero desvendar o conhecido e desbravar o desconhecido. Quero sentir a chuva de olhos fechados e o vento gelado quando estou sem o que pensar com os pés no oceano.
Tive sede por liberdade.
Tenho desejos infinitos.
Terei palavras que quiser.