15.11.11

you think you are

Senta-te aqui, ao meu lado. Conte-me como estais, como está a família. Não aguento mais essas palavras tão falsas, sabe? A gente sempre pára nessas palavras com aquele estranho silêncio de quem se conhece, mas prefere esquecer. Aqueles que fingem ser estranhos. Acho um desrespeito à nós mesmos. Pra que jogar fora uma história que nos fez tão bem um dia? Vejo que você ainda está em silêncio... queres que eu me vá? Eu posso estar incomodando-te, verdade. Mil perdões. Mas ouso permanecer mais alguns minutos, ainda gosto da tua companhia. Sempre gostei, você que nunca soube. Você nunca se deu valor, lembra como isso me irritava? Você é incrível. A chuva sempre foi nosso tempo preferido; hoje não suporto dias sem a presença do sol. Como mudamos, não é mesmo? O que o tempo não faz, o que nossas companhias não fazem. Sempre penso que mudamos para melhor, mas não é possível agradar a todos ao mesmo tempo. Espero que você fique bem, sabe? Ainda gostaria de ter as tuas respostas mais sinceras, quero ser teu ombro amigo, quero ouvir teus problemas, você sabe que eu não me importo. Gosto de falar e falar e falar e deixar você apenas prestando atenção em mim, sabendo que assim, estarei afastando de ti, os teus problemas.
Mas quem sabe, eu sou o teu maior problema.