22.1.12

E no final, acabamos sentindo culpa.

De não sermos quem quisermos ser, de não possuir o que sempre foi nosso objetivo, de acabar mudando de idéia e desistir de tudo. De querer demais, ou então de menos. De deixarmos de lado o que realmente importa somente por medo de ficarmos sozinhos. De sentir-nos sozinhos.
A solidão machuca e desespera. No início, os pensamentos fazem sentido, as idéias são finalmente organizadas, o sabor do vinho deixa de ser desconhecido quando acabamos de descobrir todas as suas nuances, que nos deixam a pensar como seria, se estivesse tudo diferente. What if. Esse pensamento tira o sono, não conforta, inquieta, tira o sorriso do rosto, afugenta a calma e faz a certeza ir embora. Pensar como seria é fugir do presente. É viver ilusão, ao invés de fazer os sonhos se realizarem. É fugir de quem é e criar uma personalidade idealizada.
Então, a culpa bate à porta, e entra sem ser convidada. Invade e não tolera resistência.
Deixe de querer ser, e seja.
Deixe de querer ter, e tenha.
Transforme o ideal em humano.