Céu e inferno. Ida e volta. Sensação que invade, toma conta de tudo e não larga mais. Me solta!, tenho vontade de gritar. Vontade de fugir e tornar-me o meu tudo. Eu feita pra mim. Ser completa sem ajuda, sem suporte, sem dependência. Eu sendo meu próprio tudo.
E então você e o teu cavalheirismo chegam. Presto atenção somente na tua voz e o resto parece um rascunho de aquarela mal feita onde não distingo nada de ninguém. Tudo se torna um borrão e você é tão bonito. Dá até vontade de te ter, sabia?
O pensamento de que tudo isso está errado aparece como um letreiro fosforescente na minha frente. E o letreiro está certo. Não é certo eu prestar atenção só em você, na tua voz, no caminho que teus olhos fazem ao prestar atenção na conversa que acontece, ou então como eu sorrio quando você sorri. Vontade de ser distraída e não perceber que meu coração acelerou quando de encontrei.
Mas teu sorriso aparece e ainda olhas pra mim!, e assim eu fico à deriva, sem defesa, sem querer me defender. É tanta afinidade que eu me assusto constantemente. E, num texto com jogo de palavras em diferentes parágrafos, a vontade de terminá-lo em alguma frase que éis citado é enorme.
6.2.12
at 12:58 AM