E então, o sujeito me fascinou.
Ao contrário de atender ao amor que bateu à porta, baixinho, de mansinho, com calma.., preferi correr pro quarto pra ver quem aparecera ali de surpresa, como se pulasse sem querer pra dentro da minha vida. Foi como estar me aventurando em algum caminho desconhecido, ao estar na companhia de um desconhecido. Foi como experimentar novamente todos os meus sabores favoritos, mas com uma nuance com toque de novidade. Foi querer tudo de novo, como que desejar entrar nesse ciclo vicioso de amores e dores intermináveis, all over again. Desejar tudo de novo, começo e meio e sem fim. Foi querer a eternidade novamente, foi desejar ser tudo de novo, foi ser quem sempre fui, ser quem sou, ser quem serei; contigo.
E então, vieram complicações. Coração batendo forte pela companhia errada, riso sem graça com piadas que nem todo mundo entendeu. Riso bobo, felicidade instantânea, olhos brilhantes. A instantaneidade é o que mais me assusta, a velocidade como tudo cresce, evolui, desenvolve por dentro. O desejo engole órgãos inteiros em questão de momentos, a felicidade fisga dor por dor e exclui tudo, mesmo que temporariamente. Mas não era assim que eu pensei, justamente com quem não previ ter como companhia, como quem me faz bem. Não, não, não.
Bad timing deve ser mais um de meus defeitos. Mais uma vez. Só que nada é óbvio agora. Não busquei pela campainha quando a ouvi tocar, fui pelo instinto. Não me arrependi. Só quero querer. Controlar o encantamento. Esse sim, aquele não. Por que não preferi o fácil? Ao alcance, charming, interessante e envolvente. Não, too mainstream. Quero o desafio, quero o fascinante, quero o incerto. Quero estar certa, mesmo sem poder ter. Quero saber que, dessa vez, vai valer a pena. E sei. Vale a pena. Quero o mundo inteiro e você também.
1.2.12
at 1:10 AM