19.7.09

Never, never.


Sabe, eu quero morar fora, viver fora, ter uma vida fora daqui. E eu vou ter.

Mas, quando eu paro pra pensar em tudo o que eu vou estar deixando para trás, dá medo. Não de perder contato, ou sei lá. Mas aqui eu tenho um passado 'presente', os lugares que eu sempre fui, desde criança, a escola que eu sempre estudei, enfim. E, quando eu pisar, um dia, no aeroporto, eu simplesmente vou estar negando tudo isso pro meu futuro. Dá medo, é assustador.
E, a maior parte desse medo, é das promessas que eu posso fazer sem saber se eu vou cumprir. Sem saber se eu vou poder cumprir. É isso que dá medo. Mas não daquelas promessas "sim, eu te trago uma camiseta I ♥ NY" ou coisas do tipo. Promessas do estilo de "Eu volto logo", "Vou sentir saudades infinitas", ou coisas assim, entende? É assustador quando as pessoas perguntam se eu to voltando logo, sendo que eu nem sei se vou voltar.
É natural do ser humano sentir saudade, ter memórias que não se calam, e tudo mais. Eu aceito isso. E sei que vou ter que passar por isso também. E que, quando esse momento chegar, telefonemas, webcams, vozes, fotos e mais fotos, não vão adiantar. Porque, convenhamos, não há nada melhor do que o contato físico, ao vivo, na sua frente. Nessas horas, em que a saudade aperta, o coração não para de bater rapido e as lágrimas não param de saltar dos olhos, não há tecnologia o suficiente (ainda) pra nos acalmar. E eu estou completamente ciente que eu vou passar por isso.
Mas também tenho total consciência que é isso que eu quero pra mim. Mesmo passando o medo de não poder cumprir as promessas que eu farei.