É difícil possuir, ao mesmo tempo, um órgão do corpo tão controlador e tão contraditório.
Minha mente é isso, ao extremo. Ao mesmo tempo que, sem ela, eu não só perderia todas as informações que eu preciso pra conviver com as outras pessoas, eu perderia as minhas funções vitais, ela é totalmente contraditória ao meu coração.
Hoje eu ouvi a frase "ouça o que o seu coração diz" no mínimo, umas 5 vezes. Só hoje.
É difícil, controlar com a mente o que o coração tem a dizer. Juro que é. E as vezes não sou capaz de escutar o que o meu coração tem a falar pra mim, por causa de algo chamado consciência.
É por isso que sou confusa, inconstante e medrosa. Porque, quando sei que tenho quase certeza de algo, um argumento contraditório surge em meu inteiror. É por isso que eu te amo, e te odeio. É por causa disso que eu sei e não sei.
Vontade de arrancar a minha consciência de dentro de mim. Ou o meu coração.
Até já tive um tempo em que acreditei que, um dia, poderiam substituir o coração por mais um fígado. Seria demais. Mas não, isso foi um sonho.
Poderia uma pessoa viver sem sentimentos? Digo, não existiria mais um coração batendo dentro de tal ser. Não haveria mais uma dor aguniante dentro do peito quando formos dar adeus.
Até que seria bem mais fácil conviver com outras pessoas. Mas.. poderíamos nós amar?
Será que na verdade, é o coração que comanda as nossas dores? Ou é a mais pura invenção de uma mente perturbada? Ou então desocupada..
Como pode, dois órgãos tão poderosos? Serão eles involuntários?
Porque, afinal, o que os olhos não vêem, o coração não sente.
Será que realmente é o coração que sente?
Deixando de lado os questionamentos e conclusões desnecessárias, vou sair daqui.
Seis rascunhos em menos de três dias não é pouca coisa. E nada parece mais ficar bom.
Quem vê, pensa até que eu sei escrever, pff.