Minha única liberdade, o papel é o mundo que tenho a desvendar.
Acada nova página, um universo totalmente novo, que pode ser completado pelas mais diversas combinações de palavras, as palavras que eu bem entender e quiser escrever.
Minha vontade insaciável de escrever é quase um vício, um ciclo que jamais vai se esgotar. Enquanto eu me entender como uma pessoa viva, eu vou escrever.
Com minhas palavras, posso criar, desvendar, mentir e matar. E não vai ferir ninguém. Ou vai.
Mas é com minhas palavras que posso construir um mundo só meu, uma história só minha.. A minha história. E ninguém poderá impedir.
É minha liberdade, e sempre vai ser. É em minhas palavras que eu posso ser quem sou e quem não sou, ou o que eu bem entender. Posso ser mendiga, princesa ou rainha. Posso ser a vilã e a mocinha. Posso ser culpada ou inocente. Eu é que tenho o controle de minhas histórias e o seu destino, quando se trata de minhas palavras.
Eu é quem posso mudar, apagar, reescrever ou então jogar tudo fora. Pensamento egoísta? Não, acho que não. É da natureza humana desejar possuir algo só dele. Só meu.
Esse é o mundo das minhas palavras. O meu mundo.
Aqui que eu me sinto em casa, me sinto livre. Minha maior felicidade, minha maior companhia. Minha maior liberdade. Minha palavra, meus versos, minha história.
E vai ser sempre só meu, e de mais ninguém.
Meu coração pode ser dividido em quanto amores a vida me trouxer, mas minhas palavras sempre andarão ao meu lado, e sempre serão só minhas.
Minha maior liberdade é poder escrever, escrever e escrever. E ter o meu mundo na ponta do lápis.