20.2.10

plastic cup

guitar 2

Ligue a sua televisão. O que predomina, hoje, são cantoras emergentes – e fortemente influentes – que destacam, entre outros, temas antes não abordados nem como conversa entre adultos.

Os jovens são induzidos a beberem além de seu limite, a dizerem que amam, mesmo sem amar – e sabendo disso. A vulgaridade se tornou pública e comum. Não existe mais respeito.

Ligue o seu rádio. O que você ouvirá não será nada além de, ao pé da letra, “mas antes de eu sair, escovo os dentes com uma garrafa de Jack, porque quando eu saio pra noite, eu não volto.”

Não sou tão a favor da nostalgia, mas a saudade do tempo da ingenuidade nas letras de música, do ‘acústico’ de bons artistas, da ausência de falsidade na hora de cantar pra uma platéia de milhares anda estando muito presente.

Saudade do tempo quando se cantava, sem medo, que você havia sumido no mundo sem avisar e eu, agora, era um louco a perguntar o que é que a vida vai fazer de mim; que ali ele estava, esse jovem garoto, um estranho ao meu ver, cantando minha vida em palavras, me matando suavemente com a sua canção.

Saudade de um bom violão, uma boa voz e uma boa companhia.