10.4.10

it means so much

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Sei que já comentei por aqui alguma coisa sobre a idade que esse meu ‘projeto’ estava prestes a completar. E hoje eu o retomo.

Hoje o Mundo de Rascunhos completa um ano. 365 dias. Quem diria que, de alguém tão sorridente, com tanta cara de criança, pudesse surgir, um dia, algo assim. Eu não acredito, você acredita?

Quando pequena, sempre tentei manter diários (que nunca duravam mais que 1 semana). No início desse ano, ganhei e prometi pra mim mesma que ia manter uma agenda atualizada, com meus compromissos, meus horários, meu afazeres. Não, não deu certo. Fazem mais de 60 dias que ela junta poeira na prateleira ao meu lado. E agora eu me pergunto como consegui manter, com palavras minhas, com trechos de livros da minha rotina de leitura, com meus argumentos, meus pontos de vista, um blog que, no início, parecia ser algo tão bobo, tão sem sentido.. E confesso, parecia ser breve e sem futuro.

No início, era meu, só meu. Não o publicava a ninguém, não queria que o descobrissem, não queria me lessem, não queria que prestassem atenção nas minhas opiniões.

Até que um dia uma amiga viu, me perguntou quem tinha escrito tais textos, aonde eu tinha encontrado alguém que escrevesse de forma tão acessível e tão compreensível. Até hoje tem aquelas que não acreditam que essas sejam palavras minhas.

Algo tão bobo, que parecia ser tão efêmero, tornou minha necessidade, meu bem estar durante as semanas, durante os meses que se passaram. Escrever voltou a ser o meu passatempo preferido, meu pensamento mais real, minhas palavras mais seguras.

Cresci e aprendi como nunca, em 1 ano. Apenas fazendo algo que sempre gostei, que sempre me senti a vontade. É nas palavras que encontro, desde muito criança, o meu lar em um mundo tão caótico. E foi aqui que falei das minhas inseguranças, do meu passado, das minhas dores, dos meus amores, dos meus erros, dos meus acertos, dos meus sonhos, dos meus amigos, dos meus autores prediletos, das minhas músicas preferidas, das minhas mudânças de humor, da passagem do tempo, do futuro incerto, da paixão pela música, pela dança. Foi aqui que dediquei palavras sinceras, foi aqui que aprendi a lidar com meus erros, que aprendi a aceitar o que já passou, que aprendi a ser quem eu sou. Que aprendi a escrever.

Tudo que escrevo, eu releio. Não agora, não amanhã. Mas um dia, eu releio. Sei porque eu já reli, tudo o que aqui foi publicado. E hoje, eu não tenho o que falar, o que escrever, a não ser um muito obrigado. Pelos comentários, pelas idéias, por todas as inspirações que me deram, por todos os elogios, as críticas, as visitas. Ainda acho que tenho muito o que melhorar e espero, quem sabe, um dia, saber que coloquei no papel algo que as pessoas sabem, mas não sabem.

Publicar as suas certezas incertas. As opiniões que seu inconsciente forma, sem você se dar conta. Que eu saiba escrever pra deixar um dia mais feliz, pra arrancar um sorriso de alguém, pra ajudar nos tempo difíceis de alguém.. que eu saiba escrever as histórias de desconhecidos, que aqui, as histórias lindas que todos possuem, se tornem realidade.

Que aqui permaneça até o fim dos tempos a simplicidade de um sorriso de criança, o calor e a humanindade de um abraço, o leve toque de um floco de neve, o calor agradável do café quente, a paixão inevitável na troca de olhares, as mais doces notas de uma canção de ninar, o amor eterno de dois eternos amantes, a esperança no olhar sonhador de um senhorzinho sentado no banco da praça da cidade, a curiosidade de um estudante, o infinito conhecimento de um doutor, a vontade de viver dos jovens, a saudade dos distantes, a falta dos ausentes, a maior longevidade de vida dos idosos, as mais vívidas lembranças de um eterno futuro, o mais tímido crescimento e amadurecimento de minhas palavras.