10.4.10

with his words

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Meu bom dia, meu dia, minha rotina.

Surpreendeu aparecendo sem uma origem certa, assustou pelo conhecimento do presente e atrai olhares quando fala do futuro. Tem o meu olhar, tem o meu sorriso, tem a minha dúvida.

Os dias passam devagar quando olho pro lado e não vejo ninguém. As horas se arrastam quando surge o vazio de inspiração no meio do dia. Ou então, no meio da madrugada.

Difícil é, hoje, não escrever um texto sem um pronome em segunda pessoa. Ou quando quero anonimato, em terceira pessoa. Difícil é, nos meus dias, não olhar pro céu, não tomar café na tarde, não usar cachecol no frio sem lembrar das suas palavras. Chega a ser quase impossível.

A rotina, de repente, se tornou mais agradável ao meu ver. Me tornei mal acostumada com textos durante o dia, com boa noite antes de dormir, com sonhos durante a noite.

Já chega a ser quase clichê, de tão repetitivo que andam as palavras dos meus textos, que poderiam muito bem serem resumidas em uma lista com, no máximo e de forma exagerada, 15 itens.

Nas entrelinhas, isso só deveria ter sido publicado daqui a algum tempo, mas eu não sei ficar quieta quando as palavras saem em um ritmo natural, com a sinceridade em todas as letras de um texto que, do meu ponto de vista, poderia ser melhor, maior e tudo mais.. mas ainda é inacabado.