
Anônimos morrem a cada instante, em cada lugar. A cada minuto que se passa, crianças sem identidade perdem seus futuros, perdem seu lar.. já sem um lar. O máximo que se ouve é uma família inconformada, quando há uma família inconformada.
Todos os dias futuros se apagam, olhos sonhadores perdem seu foco, vícios se iniciam, rostos sem nome perdem o seu último sorriso. Corações param de bater, mentes ainda em formação param de pensar, o instinto de sobrevivência, para de viver.
Nesse instante, no conforto de seu cobertor, alguém pede pelo direito à vida. Pode ser na esquina da grande cidade, pode ser a na fila do hospital popular da sua cidade. Alguém pede por vida, por batimentos cardíacos, por risos, por choros e por amores, já em seus últimos sussurros. E ninguém sabe o nome da criança que, com lágrimas correndo pelo rosto, perde seu irmão, sua irmã, sua mãe, seu tio que foram mortos. Ninguém se importa.