A procura de contato, eterna procura dos humanos. Enquanto gritamos por liberdade, nos prendemos a sentimentos, aos bens materiais, a nossa casa, ao conforto, as pessoas.. a uma pessoa.
Desejamos depender de outros, não possuir toda a liberdade de sermos sozinhos. Não queremos ser sozinhos. Até parece que não queremos liberdade.
Nos prendemos a objetos, a pessoas, a palavras que jamais se tornarão sólidas.. a perguntas sem respostas, a motivos sem explicações, a peças sem aplausos, a poemas sem rimas, a narrativas sem palavras.
À procura de um abraço, acordamos assustados no meio da madrugada, sem voltar a dormir. À procura de mãos unidas, as deixamos livres no escuro do cinema. À procura do silêncio, guardamos verdades francas e sinceras para nós próprios. À procura de liberdade, paradozalmente procuramos uma companhia. E agora eu lhe pergunto.. por quê?
Explique-me quem for capaz.