Não é preciso nada mais. Não peço por nada mais. Posso repetir tudo por mais algumas vezes, mas não é nada além que minha própria felicidade falando.
Não peço por versos, por palavras, por compassos uniformes e letras que grudam em sua mente, sem se soltarem por conta própria.
A simplicidade me satisfaz.
São notas tocadas por amor, e nada além que dois instrumentos; cada um falando por si só ao mesmo tempo que se complementam formando um perfeito uníssono.
Não preciso de uma técnica vocal perfeita ao ouvir a delicadeza do piano voltando ao seu lugar, tendo a tenção principal de tudo e todos que o ouvem ali.
Não sonho com príncipes encantados, heróis imortais ou contos de fadas eternos quando tenho o amor maior do mundo.
O observar do movimento das nuvens no entardecer me satisfaz mais do que pensar na roupa que usarei na ocasião que se aproxima com a chegada da noite.
A companhia de apenas alguns me satisfaz mais que uma multidão, os eternos poucos e bons..
Não peço por mais nada.
Não é muito, mas é tudo.