Fugimos sem saber, fugimos sem direção, sem trajetos familiares, sem estradas nem atalhos. Deixamos tudo para trás, tentando fugir do que já fizemos.
Nos perdemos em nós mesmos e não nos deixamos ser seguidos, nos perdemos num labirinto sem saída, sem companhia. Pés ágeis, o mesmo não foi quando mais quisemos sair do lugar de onde estávamos.
Hesitamos em voltar, sabemos que aqui é seguro. Com convicção, sombras não nos amedrontam e recusamos mapas ou sinais de localização, nos deixamos levar pelos próprios pensamentos através de túneis sem iluminação, sabendo que não temos certeza sobre nada.
Pedimos paciência, voltaremos assim que tudo se resolver, assim que nos encontrarmos, assim que aceitarmos, assim que concluirmos.
Viagem sem fim, não é necessário meio de transporte além de imaginação. Dia com horas contadas, corremos em direção ao perigo quando perdemos a cabeça, explodindo egos de inocentes. Somos covardes em aceitar o que não queremos, nos contradizemos ao crer no que não nos conforta.
Doce prosa, prefiro acordar com o coração na mão.