17.6.11

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Olho arde antes mesmo de abrir, claridade invade as veias vivas. Tal desejo já se esgotou tanto de ser desejado, mãos cansaram de pedir o mesmo pedido – voz se perdeu ao anoitecer algum dia em um tempo atrás.

Existe beleza ao se ler palavras tais, beleza que não utilizo mais, desde algum dia de um tempo atrás.

Erro é narrar, já pela manhã, as luzes que se apagam num sentido ante-horário. O reflexo no espelho traz beleza, rejuvenescendo desejo; arrepios de alegria sem sorriso.

São conceitos, símbolos e rabiscos numa manhã clara nos olhos curiosos que narram as veias vivas que ardem sem apagar.

É jogo de palavras escritas no anoitecer de algum dia de sentido ante-horário, pedindo beleza na narrativa sem reflexo cansado da manhã apagada de algum tempo atrás.