18.6.11

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Entre lixos e luxos; respiramos arte. Respiramos boemia, respiramos literatura e rascunhos. O encanto é imediato e a paixão não deixa de invadir; desde já quero retorno.

Os olhos brilham a cada passo, a inspiração é instantânea e tenebrosamente constante, chega a doer.

Mesmo se perdendo, nos encontramos em outros; coração é roubado pelo ar de início da noite que acaba de chegar. Subimos ao alto e avante, não olhamos pra trás e deixamos em segredo a paisagem que nos espera.

Com companhia eterna, queremos é lembrar de tudo e todos que aqui permanecerão. As palavras em um idioma que aprendemos em cinco minutos; a indecisão ao se perguntar qual será a próxima parada.

As histórias já não são mais esperadas; elas aparecem sem querer, por querer, sem entender, rindo e sem graça. Tudo é história; tudo é imagem, tudo é vida.

O por do sol nos aguarda depois de trezentos e sessenta e três degraus, o ponto mais alto do nosso encanto tem uma altitude respeitada no centro da cidade.

Ao fim, tudo que dizemos é ‘volto logo’.