10.8.11

hpy


Eu sei quem lê e sei o que pensam.
No final, nada muda e voltamos ao início. Sei que não seria a mesma coisa, sei que perderia rostos familiares de vista, assim como já perdi.
Quando se sente, não se esquece. São nomes que ficarão, mesmo que involuntariamente, pra sempre, e sempre mesmo. O 'sempre' que levamos com pesar e orgulho, dependendo do dia. Quando se sente, não queremos perder. Não abrimos mão.
Dúvida, me deixe.
Quero resposta.
Quero certeza.
Meu sono se desvai em questão de segundos ao pensar no que foi e virá. E a música chega ao seu fim novamente. Não quero.
Palavras se perdem e suspiros me encontram. Talvez não é para ser o que já foi. Talvez, talvez, talvez. Meu coração não se surpreende mais ao ler tal palavra, meus joelhos ainda enfraquecem com a presença de tais sílabas.
As dúvidas nasceram em detalhes. Detalhes que se tornaram questionáveis. Viraram motivos de perda de sono, se enfraquecimento de articulações, de preocupação antecipada.
Quero; respondo. Quero e quero e quero. O quê? Deixo a resposta como dúvida pra quem quiser.

(terminar)