9.8.11

tudo assim


Decidi, quero eternidade.

Às vezes, desvio minha atenção do que deveria ser prioridade. O meu coração, que já é mais do que errante, vira confusão. A cabeça baixa, o fone de ouvido em volume alto, a falta da carisma de sempre no rosto.
Devaneios à parte, desejo ser eterna. Quero sorriso, quero abraço, quero viver sem pensar. Sem ter receio. Sem dúvidas, e com sentimento. Queria saber como ter apego sem me apegar. Queria voltar para o início. Queria ter dito o certo no momento certo. Queria poder errar menos também.
São pensamentos aleatórios que aqui deixo em parágrafos desordenados e sem coesão alguma. Quero não ter padrão, quero impressionar, quero renovar.
E palavras que se ouvem sussurradas ao vento, quero ouví-las, e desejam que sejam minhas. Que façam minhas, as minhas palavras.
Sonho alto sem ter medo de limites. Cansei de limites. Busco por movimentos fluídos que não sejam conhecidos ainda, tenho assinatura pessoal em cada texto. Que se surpreendam comigo, a cada instante. Quero olhos arregalados, sorrisos nos rostos e orgulho à mostra. Bater no peito e dizer que sei. Que faço. Que fiz.
Não ter medo de dizer o que penso quando mais se precisa. Fazer agora, o que agora é para ser feito. Sem deixar pra amanhã, pra depois.
O humor melhora e da alma sai o peso que o desabafo adquire com o passar das horas. A madrugada me invade e o sono não vem. O lugar ao meu lado na cama está frio e desocupado, o que me resta é esperar. Quero conversas à parte, conversas a sós entre quatro paredes.
Vejo o mesmo rosto todos os dias e é de outro alguém. A lista aumenta a cada dia que começa, a cada dia que passa.
O tempo foi e acabamos ficando.
Estamos indo de volta pra casa.