3.8.11

o texto sem data

 

Falta imagens e sobram palavras ao me pegar ouvindo, na paz da caminhada pela rua fria, a música que não ouvia há tempos.

Não tenho nada a dizer, no mesmo instante que cubro a página com tantas palavras que o texto perde seu sentido rapidamente. A madrugada avança dentro de mim sem o relógio se quer se mover.

Não me arrependo, mas não faria de novo. Sem resposta, largo frases sem pontuação abertas para quem quiser ver na mais pura ingenuidade de criança cansada pela manhã.

É bom estar escrevendo sem precisar, é bom digitar quando não se tem preguiça e fica mais difícil, a cada dia, achar tempo para realizar tais ações. Me encontro perdida entre passos na rua movimentada, perdida no tempo e sem saber pra onde ir.

Minha expressão é de satisfação, meu sorriso é de felicidade e minha mente respira realização. Não poderia estar mais feliz, acima de todos, comigo mesma.

Foi como um desabafo que não gerou ambigüidade, não resultou em tristeza. Meu coração bateu feliz ao sair no sol, sem pressa pra nada, sem ter que voltar pra onde não quero.

O nexo vem e vai numa constância, o sinal está verde pra quem quiser passar. Sem ninguém em frente, sigo feliz o caminho que construí para mim mesma.

(Settler - Balmorhea)