E o que menos esperamos acaba entrando de fininho em nossas vidas. Pode ser um objeto, uma frase, uma citação, um novo filme preferido, um livro que descreveu fielmente o momento que você está agora.
O que mais nos marca no dia não acaba sendo o lado da cama que você levantou, o que você falou em sua primeira frase do dia ou qual foi o assunto da sua primeira conversa, logo pela manhã. É o olhar recebido no almoço, a mensagem sem remetente que chegou sem avisos, o telefonema do seu melhor amigo te convidando pra programação típica do dia.
Quando olhamos para trás, é dos sorrisos que lembramos. Claro, essa história por inteira é generalizada. Os dias nem sempre serão os melhores que teremos, a canção nem sempre falará por nós e, sometimes, preferimos o silêncio. Mesmo acompanhados.
Mas estando acompanhados ou a sós, seremos pra sempre nós. Mantendo uma rotina ou fugindo dela, seremos nós. Mudando a decoração da casa toda, começando um novo laço ou revendo aquele filme do qual sabemos todas as falas, seremos, pra sempre, nós.
E, mesmo durante as nossas mudanças, as nossas inconstâncias, os nossos amadurecimentos... estaremos lá, esse 'nós' eterno. O ego pode variar constantemente, a história pode ter seu destino modificado incontáveis vezes e a vontade de refazer o que já foi feito vai invadir em diversos momentos.
Ainda assim, seremos o que sempre fomos, o que iremos ser. Nós.