15.1.12

but no,

Sinto saudades das pupilas dilatando. Do arrepio que vem da perna, passando por todas as vértebras, até a nuca. Da vontade de fugir daqui, e ir até onde o mundo for só nós dois, e mais ninguém. Da sensação de estar valendo a pena, de ser tudo para alguém. O tudo de alguém.

De abraçar e ser completada. Do conforto do abraço. Da suavidade no tom da voz. Do silêncio que invade e fala por nós. Do desconforto de saber que parte de mim é carregada por outro alguém.

Sinto falta do apoio, da confiança, da segurança. Do pesar dos olhos e saber que, quando acordar, tudo continuará real. Da pele com pele, do desejo crescente. Da inspiração e motivação, das surpresas e batimentos acelerados.

De esquecer do tempo, de ignorar prazos, de fingir que compromissos não existem. De um simples jantar, um simples olhar que atravessa o ambiente inteiro, mas provém segurança.