É no silêncio da noite que os desafios surgem,
Naqueles momentos em que a escrita já não basta pra arrancar do interno o que ali se passa.
Os olhos pesam, a consciência se esvai e o relaxamento é imediato.
Então, como se em um mundo totalmente novo, desafio-me.
Desafio-me a sentir o que nunca senti, a perder-me no tempo, a esquecer da distância.
Desafio alguns dramas, medos, angústias, lágrimas e aquele ardor de medo.
Minhas inúmeras fraquezas, as incontáveis incertezas e a timidez.
A inquietude, a incompreensão, a desilusão.
Desafio as respirações irregulares, os holofotes, o romantismo exacerbado.
Desafio-me a ir de encontro ao céu, sendo esse, limite algum pra mim.
E depois desafio-me a observar melhor o ritmo das nuvens
No barulho do mar, no barulho das árvores com o vento do fim de tarde.
Lembrar-me com maior frequência das palavras bonitas, de sorrisos alheios.
Cantarolar a música que mais me anima, deixá-la tocando ao fundo até a aflição largar.
Prestar mais atenção na tua voz, nos teus filmes preferidos, na tua facilidade com a felicidade.
Desafio-me a sentir mais, apaixonar-me mais, acreditar mais.
A sonhar mais.
E amanheço brilhando mais forte.
"You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one":
http://afonsinhoteixeira.blogspot.com/2012/03/o-pacto-da-varsovia-pt-1-sonhos.html
Inspirado por:
http://youtu.be/gw9wE1nutc4