3.5.15

So we meet again

Existem jornadas não-documentadas. Histórias de amor inteiras não fotografas. Segredos não revelados. Meu coração anda bastante cansado. Seus retratos mais recentes só foram carregados por ele e somente por ele, e tudo que mais quis era uma prateleira numa sala de estar para expor para qualquer visitante. 
Mais que isso, meu coração tem vontade de parar de bater, tomar um fôlego, tirar férias — ele anda quase fazendo isso, graças às crises de pressão baixa. “Baby, I’m a fool” tenho vontade de dizer pro rosto calmo que habita o outro lado da cama por agora. 
A casa anda tão pacífica que me assusta. As noites têm estado tão quietas que me tiram o sono. Os meus sonhos andam tão inquietos que pesadelos são rotina. E a trilha sonora de tudo isso é a respiração pesada de outro alguém adormecido que aquece minha pele, mas não meu interior. 
Tudo que eu mais queria ela um par de luvas para os meus pulmões. Ou mais letras de músicas compostas. Ou mais leituras e releituras de clássicos. Ou pôres do sol na beira da praia. 

Talvez o que eu mais tema, de fato, é levar mais um chute no estômago e cair sem fôlego, tendo que acordar amanhã de manhã e fingir que está tudo bem. Meu hálito alcoólico desmente tudo isso. 
Com o passar do outono, o vinho tem estado mais presente nas refeições e durante a sobremesa também. Mas minha sobremesa chega a ser a pele de outro alguém. Ou o cigarro no final do dia. O trompete na trilha sonora de agora só revela o que eu gostaria de falar em voz alta: “queria que ele me fizesse completa”. O não se apegar tem seu preço, e ele está se mostrando bastante caro. Mais que isso, o não se apegar tem se mostrado bastante proveitoso, ainda que inquieto. 

Oh, heartache.