25.4.16

TDxBlmn16

Ressaca existencial. Você já sentiu? Sim, existencial! Com direito a dor de cabeça, aos enjôos esporádicos que atingem suas vísceras quando algo quer sair de você e invadir o mundo. 

É engraçado porque, em uma boa parte das vezes que, de fato, bebemos — o que causa uma ressaca diferente da qual falo aqui — e temos aquele porrezinho especial no dia seguinte, a gente está ao redor de boas companhias. Beber de feliz é bom demais (remember kids, don’t drink and drive). Mas ontem foi diferente, em parte: em vez de álcool, tomei um porre de vida. E daí vem a ressaca existencial. 

Meu dia após o TEDxBlumenau está assim: com direito a dor de cabeça depois de ter ouvido doze ideias, doze histórias que entupiram minha mente e agora não sei falar de mais nada (e aqui deixo registrado que sim, vou continuar falando sobre TED, TEDx… até vocês se cansarem, mas saber que essa maravilha existe. E todos deveriam saber!). 
O dia também está com direito a muito enjôo, essas tonturas quando você levanta repentinamente, acorda pra vida. E sim, a vontade é que essas ideias saiam do meu interno e invadam o mundo — assim como fizeram quando foram proferidas das doze belas almas que fizeram parte de uma coreografia cuidadosamente preparada e ensaiada para invadir um tapete vermelho sobre um palco (e plateia) num dos lugares mais especiais da minha vida. A cada dezoito minutos, era uma dose maior de chacoalhões em um esfera da vida. Amor, cultura, educação, alimentação, empatia, respeito, empoderamento, ação, procura, comunidade, tecnologia, superação. As ideias ilustravam o que sempre quisemos fazer, mas não sabíamos por onde começar. 
O dia de hoje tem direito a risadas constantes, ainda que não acompanhadas, causadas por lembranças que o ontem já traz. Saber que essa ressaca absurda, absoluta, foi na companhia de seres especiais — que equipe, que time, quanta areia!
 Se o #TEDxBlumenau2016 falou de Sinergia, nada como começar desde o seu núcleo: esse time de voluntários que tirar energia sei lá de onde e retribuem o sorriso porque sentem o mesmo, buscam o mesmo.
 E além deles, nada como ter observado (e agora, aqui atordoada) todas as pessoas que fizeram parte da plateia, mas no palco. Se os Atendees são speakers em silêncio, bom, eu quero ouvir a ideia de cada um deles, porque sei que essa mesma ressaca existencial, hoje, se estende a eles.

O dia de hoje é sinônimo de timeline recheada de textos — que doem os olhos de ler, mas pelo menos não são lágrimas de cebola —, de já sofrer com essa abstinência de toda essa sinergia catártica que esse domingo foi.


Afinal, quem não topa tomar mais um porre desses? #cadeoproximo