21.11.16

Cara lavada, coração na mão e o sentimento se tornando abundante. Exatamente do jeito que sempre evitei. Minha situação tá frágil, difícil e entediante, onde não tenho ajuda de ninguém, com exceção do meu ego. A respiração me larga, o coração aperta, chão não existe e a noção do certo e errado deixa de existir ao estar ao seu lado. Eu queria dirigir-te essas palavras cara a cara, olhando no fundo dos teus olhos, pra valer. Sem esconder, sem ter obstáculos, sem ter medo, sem ter receio, vergonha ou covardia. Sou tua e não sabes. Sempre tive esse platonismo por ti guardado aqui, porém acalmado com a vinda da sede de mundo.
Cadê você quando preciso? Quando a companhia se torna errada, desinteressante, escassa? E quando clamo por ti, mesmo falando num volume que só eu possa ouvir? Cadê você pra entender e ouvir o que se passa por dentro de mim em todas as vezes que eu te encontro? Ou então quando alguém menciona o teu nome? Sou apaixonada e não quero ser, não por ti.